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Nova capacidade de navegação aérea fortalece a resiliência do espaço aéreo brasileiro

Implantada e operacionalizada pelo DECEA, a capacidade DME/DME/IRU disponibiliza aos usuários uma alternativa de navegação baseada em referências terrestres


publicado: 29/09/2026 13:53

 




O espaço aéreo brasileiro passa a contar com um novo recurso para apoiar operações cada vez mais seguras, disponíveis e resilientes. Por meio do Programa SIRIUS, o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) está implantando e operacionalizando a capacidade de navegação DME/DME/IRU em importantes regiões do país. Esta iniciativa representa um avanço fundamental na estratégia de mitigação de riscos, garantindo que as aeronaves possuam alternativas de navegação confiáveis, mesmo em cenários onde o Sistema Global de Navegação por Satélite (GNSS) apresente indisponibilidade ou falhas.



 

A importância da redundância operacional

Atualmente, a dependência quase exclusiva de sistemas baseados em satélite (GNSS) criou um desafio para a aviação mundial: o risco de descontinuidade operacional em caso de interferência ou perda de sinal. A implementação do DME/DME/IRU corrige essa vulnerabilidade ao introduzir uma camada essencial de redundância baseada em solo.

Expansão e Implementação

O projeto avança de forma gradual e contempla as Áreas de Controle Terminal (TMA) de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba, Belo Horizonte, Pará, Salvador e Recife. A TMA Brasília, pioneira no projeto, operacionalizou a primeira fase da navegação DMA/DME na região em 11 de junho, dando início à expansão dessa infraestrutura no Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB).

O que é o sistema


O DME (Distance Measuring Equipment) é um sistema de radionavegação que permite à aeronave determinar sua distância em relação a uma estação instalada em solo. Para isso, a aeronave envia uma interrogação à estação DME, que responde ao sinal. A partir do tempo decorrido entre a transmissão e a resposta, o sistema embarcado calcula a distância entre a aeronave e a estação.



O ganho em segurança

Com essa infraestrutura, o SISCEAB (Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro) deixa de depender de uma única tecnologia. Caso o sinal GNSS seja degradado, as aeronaves equipadas passam a contar com uma referência terrestre robusta, permitindo a continuidade das operações com o mesmo nível de segurança e precisão.

Visão de Futuro

Para o usuário final — pilotos e companhias aéreas —, o benefício vai além da tecnologia em si. Trata-se da criação de um ecossistema de navegação integrado, organizado e, acima de tudo, resiliente. A capacidade DME/DME/IRU integra a visão modernização promovida pelo Programa SIRIUS, alinhando o Brasil aos mais altos padrões internacionais de tecnologia e segurança, assegurando que o transporte aéreo permaneça fluido e seguro, independentemente de eventuais instabilidades tecnológicas externas.

Assessoria de Comunicação Social do DECEA
Texto: Tenente Martorano
Imagens: IACIT