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Integração entre Salão Operacional e Sala Master garante eficiência na coordenação do tráfego aéreo durante a COP 30
Já a Sala Master, ativada nesta segunda-feira (3) e instalada nas dependências do CGNA, foi criada pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) para coordenar as operações durante grandes eventos, como a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), que reúne Chefes de Estado, autoridades internacionais e representantes de mais de 190 países. Do local, também são monitoradas as áreas de exclusão temporária específicas para o evento definidas pela Circular de Informação Aeronáutica (AIC) N46/25.
A integração entre o Salão Operacional do CGNA e a Sala Master de Comando e Controle tem sido essencial para o sucesso das ações realizadas durante a COP 30. Essa parceria une a rotina permanente de monitoramento do CGNA à coordenação estratégica voltada às demandas específicas do evento, garantindo a segurança e a fluidez da navegação aérea em todo o país.,
Essa cooperação garante respostas rápidas e precisas a qualquer alteração no fluxo aéreo. De acordo com o Comandante do CGNA, Coronel Aviador Deoclides Fernandes Barbosa Vieira a troca constante de informações entre as duas estruturas torna a operação mais eficaz. “Mesmo que nosso foco esteja voltado para Belém, há diversas informações envolvendo todo o Brasil que impactam diretamente as operações lá, como aeronaves decolando de diferentes pontos do país ou até do exterior com destino ao local do evento”, afirmou.
A meteorologia também exerce papel importante nessa integração. Previsores do do Centro Integrado de Meteorologia Aeronáutica (CIMAER) oferecem diariamente na Sala Master uma leitura atualizada e precisa das condições atmosféricas. “A presença do previsor aqui no Salão Operacional nos dá uma visão muito próxima da realidade, com previsões bastante confiáveis, o que ajuda na tomada de decisão da Sala Master”, destacou o Coronel Deoclides.
Outro componente essencial é o trabalho da Divisão de Plano de Voo do CGNA, que auxilia no contexto de tomada de decisão e no processo de análise de plano de voo na Sala Master. Para o Coronel Deoclides, o modelo de atuação integrada não é novidade. A instituição acumula experiências em grandes eventos internacionais, como a Copa do Mundo, o BRICS e o G20, nos quais também desempenhou papel central na coordenação do tráfego aéreo.
“A principal diferença agora é que temos a Sala Master funcionando no Rio, enquanto o evento acontece em Belém. O CGNA já está acostumado com esse tipo de operação. Na Copa do Mundo, por exemplo, o evento ocorreu em várias localidades do Brasil, e mesmo assim a Sala Master permaneceu sediada no Rio de Janeiro. Isso sempre trouxe tranquilidade e segurança aos processos, garantindo que tudo ocorresse normalmente”, ressaltou.
Outro grande diferencial, é que durante este evento, uma Célula Local foi ativada nas instalações do Destacamento de Controle do Espaço Aéreo de Belém (DTCEA-BE), reforçando a integração e a coordenação direta das ações na região Norte, em apoio à Sala Master do CGNA. “A célula permite o posicionamento das autoridades de segurança naquele local e facilita a troca de informações entre a Sala Master e sua célula em Belém”, finalizou.
A integração entre o Salão Operacional e a Sala Master foi fortalecido com o apoio direto da célula ativada em Belém. Trabalhando de forma sincronizada, as três estruturas garantem que as informações circulem com agilidade e precisão. Essa conexão é fundamental para manter a segurança do país e a fluidez do tráfego aéreo durante a COP 30.
Assessoria de Comunicação Social do DECEA
Texto: Tenente Camila
Imagens: Fabio Maciel
Revisão: Tenente Martorano