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DECEA implementa Área de Vetoração em Subida no Aeroporto de Viracopos
Nova ferramenta amplia a flexibilidade do controle de tráfego aéreo em baixas altitudes e contribui para operações mais seguras e eficientes em Campinas
publicado:
04/09/2026 07:41
O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) implementou, nesta quinta-feira (03/09), a Área de Vetoração em Subida (AVS) no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP). Esta iniciativa confere aos controladores de tráfego aéreo maior precisão e recursos no gerenciamento das aeronaves durante as decolagens e aproximações perdidas, especialmente nas fases iniciais de subida.
Regulamentada pela Circular Normativa de Controle do Espaço Aéreo (CIRCEA) 100-120, em vigor desde 31 de março de 2025, a AVS é resultado de análises rigorosas de obstáculos e avaliações operacionais detalhadas. O conceito permite que, dentro de uma zona delimitada e segura, o controlador emita instruções de vetoração mesmo abaixo dos limites habituais da Carta de Altitude Mínima de Vigilância ATS (ATCSMAC).
Na prática, a ferramenta oferece ao controlador maior flexibilidade para modificar a trajetória de uma aeronave ainda em baixas altitudes dentro dos limites estabelecidos para a AVS. Dessa forma, torna-se possível estabelecer proas que contribuam para evitar potenciais conflitos entre aeronaves, além de otimizar o gerenciamento do fluxo de tráfego em um aeródromo de alta demanda como Viracopos.
O conceito de AVS foi inicialmente desenvolvido no Aeroporto Internacional de Brasília em 2025, integrando um conjunto de soluções desenvolvido no contexto da retomada das Decolagens Paralelas Simultâneas Independentes (DPSI), permitindo validar o conceito e demonstrar os benefícios da ferramenta para o gerenciamento do tráfego aéreo.
Dados de performance do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB) relativos a 2025 apontaram a AVS, juntamente com as DPSI, entre os fatores que contribuíram para o aumento da taxa pico de chegadas registrada no Aeroporto de Brasília. A implantação em Viracopos representa a expansão desse conceito para a Terminal São Paulo, uma das regiões de maior complexidade operacional do país.
Segurança operacional e maior flexibilidade
A AVS é estabelecida a partir de estudos cartográficos e operacionais que consideram o relevo, os obstáculos existentes e os perfis das operações de decolagem e aproximação perdida. A área resultante proporciona ao controlador uma referência segura para emissão de instruções de proa enquanto a aeronave ainda se encontra abaixo da altitude mínima prevista na Carta de Altitude Mínima de Vigilância do Controle de Tráfego Aéreo (ATCSMAC).
Com isso, a ferramenta oferece benefícios, como maior flexibilidade na definição das trajetórias, prevenção de conflitos em baixas altitudes, maior agilidade nas manobras e melhor gerenciamento do fluxo de aeronaves, mantendo a segurança operacional como premissa central.
No Aeroporto de Viracopos, a AVS poderá ser empregada tanto nas decolagens quanto nas aproximações perdidas, conforme os critérios e procedimentos estabelecidos. A informação passa a integrar a Publicação de Informação Aeronáutica (AIP-Brasil), na seção SBKP AD 2.22 – Procedimentos de Voo, que determina a observância da CIRCEA 100-120 para sua aplicação nas operações de arremetida e decolagem.
Planejamento rigoroso e critérios técnicos
A implementação em Viracopos foi precedida por um ciclo completo de preparação, focado em garantir a máxima segurança operacional. Entre as ações realizadas destacam-se:
Capacitação Técnica - Treinamento intensivo dos controladores do Controle de Aproximação de São Paulo e da Torre de Controle de Viracopos.
Gestão de Riscos - Realização de Gerenciamento do Risco à Segurança Operacional (SMS) para validar a aplicação da AVS.
Padronização - Atualização das Cartas de Acordos Operacionais e incorporação dos procedimentos nas publicações aeronáuticas (AIP-Brasil), garantindo que as novas regras sejam seguidas com precisão.
O desenho da AVS também passa a integrar a ATCSMAC, proporcionando ao controlador uma identificação gráfica clara e segura para a execução das vetorações.
Com esta iniciativa, o DECEA reitera seu compromisso com a eficiência operacional do espaço aéreo brasileiro, consolidando a tecnologia como uma aliada fundamental na elevação contínua dos padrões de segurança da navegação aérea.
Assessoria de Comunicação Social do DECEA
Texto: SDOP
Imagens: Fábio Maciel
Edição: Denise Fontes