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DECEA alerta sobre os riscos da soltura de balões
No Brasil, a ocorrência de balões de ar quente não tripulados aumenta entre os meses de junho e julho, considerados mais críticos em função das festas de São João.
publicado:
01/06/2026 08:52
Para fazer frente a esses riscos, a Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), faz um trabalho de conscientização com campanhas educativas e adota procedimentos quando o balão é avistado em algum terminal.
“Ao recebermos o reporte de balão, notificamos todos os operadores na vizinhança sobre o avistamento. Também avisamos aos pilotos quanto a esse tipo de ocorrência por meio do ATIS, uma mensagem periódica gravada que informa sobre as condições do aeroporto e suas proximidades”, explica a Controladora de Tráfego Aéreo da Torre de Controle do Galeão, Sargento Fernanda Cristina Moreira Pereira.
As consequências de um impacto entre uma aeronave e um balão são imprevisíveis, pois aspectos como tamanho e peso do balão, velocidade no momento do impacto, área da aeronave atingida irão influenciar diretamente no dano provocado.
Segundo dados do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), o impacto da colisão de um balão de cerca de 15 kg, considerado um balão pequeno, com um avião que esteja voando a uma velocidade de 300 km/h, vai ser da ordem de três toneladas e meia.
Com o objetivo de contribuir para a melhoria contínua da cultura de segurança operacional da aviação, o envio dos reportes de segurança operacional envolvendo balão de ar quente é realizado por meio do Portal Único de Notificação, o qual integra, em uma única plataforma digital, todos os reportes de segurança operacional da aviação emitidos por operadores nacionais e estrangeiros que estejam operando em território brasileiro.
Em decorrência da implementação desse sistema de reporte, recomenda-se que os eventos relacionados aos reportes de balões ocorridos em aeródromos civis ou compartilhados sejam notificados pelo Portal Único de Notificação.
Essa prática, além de ser crime, representa um real perigo para a aviação, a vida das pessoas e o meio ambiente.
Conscientize-se. A prevenção é um compromisso de todos.
Assessoria de Comunicação Social do DECEA
Texto: Denise Fontes
Imagens: Aline Prete e Fábio Maciel
Revisão: Tenente Martorano