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Capacitação dos controladores de tráfego aéreo para a implementação do PBCS na FIR Atlântico eleva a segurança das operações aéreas
Adoção do conceito da Comunicação e Vigilância Baseadas em Performance (PBCS) permitirá melhor aproveitamento do espaço aéreo oceânico e maior flexibilidade na oferta de níveis de voo adequados à performance das aeronaves
A segunda turma de controladores de tráfego aéreo do Centro de Controle de Área Atlântico (ACC-AO) concluiu, entre 14 e 18 de setembro, o treinamento para a implementação da Comunicação e Vigilância Baseadas em Performance (PBCS). A iniciativa faz parte do cronograma de formação do Projeto PBCS na FIR Atlântico, integrante do Programa SIRIUS Brasil, e visa preparar o efetivo operacional para a aplicação dos novos procedimentos. As instruções foram realizadas no Laboratório de Simulação do Instituto de Controle do Espaço Aéreo (ICEA), em São José dos Campos (SP).
Durante o treinamento, os profissionais aprofundaram conhecimentos em requisitos de performance, elegibilidade de aeronaves e gestão de novos alertas. O foco central foi o desenvolvimento de competências para o gerenciamento de situações anormais, como falhas de enlace de dados e perda de elegibilidade durante a aplicação de separações reduzidas. Por meio de simulações realistas, os controladores exercitaram a tomada de decisão em cenários de contingência, garantindo que a transição para suportar as operações PBCS ocorra com máxima segurança e proficiência.
Segurança e performance no espaço aéreo
O conceito PBCS representa uma evolução fundamental para a segurança da navegação aérea. Ao estabelecer requisitos objetivos para os serviços de comunicação (CPDLC) e vigilância (ADS-C), o PBCS permite que a redução dos mínimos de separação, tradicionalmente mais amplos em áreas oceânicas, seja condicionada à capacidade técnica comprovada das aeronaves e dos sistemas de suporte.
A segurança é o alicerce deste projeto. O PBCS introduz o monitoramento contínuo da performance sistêmica. Isso significa que a redução das separações é acompanhada por mecanismos rigorosos de vigilância: o controlador possui ferramentas para identificar prontamente qualquer degradação nas condições necessárias para a operação, adotando medidas imediatas para preservar as margens de segurança. Essa abordagem proativa transforma a maneira como o espaço aéreo oceânico é gerido, elevando a confiança nas operações e a resiliência do sistema de controle como um todo.
Cronograma e perspectivas operacionais
O início das operações do PBCS está previsto para outubro deste ano, começando com um regime restrito e controlado, dentro do Teste de Validação Técnico-Operacional. A cronologia planejada para a plena implementação segue as etapas abaixo:
A adoção do PBCS não apenas otimiza o uso do espaço aéreo oceânico – permitindo maior flexibilidade na oferta de níveis de voo e a consequente redução de consumo de combustível e emissões, especialmente no corredor EUR/SAM – mas consolida a modernização da aviação brasileira.
No contexto do Atlântico Sul, a aplicação harmonizada dos mínimos de separação viabilizados pelo PBCS vem sendo coordenada regionalmente pela Organização da Aviação Civil Internacional (OACI), promovendo o alinhamento entre os Estados e as Regiões de Informação de Voo (FIR) envolvidas e favorecendo a aplicação consistente do conceito ao longo dos principais fluxos de tráfego da região.
Mais do que uma modernização tecnológica, a implementação do PBCS na FIR Atlântico reflete o compromisso contínuo do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) com a excelência operacional. Ao unir tecnologia de ponta, monitoramento rigoroso e a capacitação constante do fator humano, o projeto garante que a eficiência do fluxo de tráfego avance de mãos dadas com a segurança, assegurando um ambiente cada vez mais robusto e previsível para a navegação aérea.
Para detalhes técnicos sobre as etapas de implementação, consulte a Circular de Informações Aeronáuticas (AIC) N 50/25 e a AIC-N 21/26.
Assessoria de Comunicação Social do DECEA
Texto e imagens: SDOP
Revisão: Tenente Martorano