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Radiomonitoragem: o escudo invisível da navegação aérea brasileira

Saiba mais sobre a atividade desenvolvida pelo DECEA que garante a manutenção da segurança do tráfego aéreo no Brasil


publicado: 28/05/2026 08:00

 




O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) atua diretamente na proteção das frequências utilizadas na navegação aérea. Através da atividade de radiomonitoragem, é possível monitorar, detectar, identificar e localizar fontes transmissoras de radiofrequência que podem provocar interferências nos auxílios à navegação aérea e nas comunicações aeronáuticas.

Conduzido de forma integrada por diferentes organizações militares do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB), o trabalho é essencial para a manutenção da segurança do tráfego aéreo no Brasil.

O Parque de Material de Eletrônica da Aeronáutica do Rio de Janeiro (PAME-RJ), unidade responsável pela manutenção da rede de telecomunicações do Comando da Aeronáutica, recebe, dos órgãos operacionais do DECEA em todo o Brasil, as informações de interferência no espectro eletromagnético dos Serviços Aeronáuticos. Essas interferências podem ser originárias de emissores legalizados, clandestinos ou fontes diversas de ruídos.

Após análise, o Grupo Especial de Inspeção em Voo (GEIV) realiza missões de radiomonitoragem com a finalidade de coletar dados mais precisos sobre as emissões eletromagnéticas que podem afetar a segurança e a fluidez do espaço aéreo.

“Em último caso, também podemos acionar a Agência Nacional de Telecomunicações para avaliações nos locais identificados para que sejam tomadas as devidas providências, até mesmo o fechamento da fonte dessas interferências”, explicou o Chefe da Divisão Técnica do PAME-RJ, Tenente-Coronel Engenheiro Denniel Sancho Zorzal Rossi.

Missões de radiomonitoragem

Além das já conhecidas missões de inspeção e homologação dos auxílios à navegação aérea, o GEIV também é responsável por executar os voos de radiomonitoragem. Para estas missões são empregados equipamentos e procedimentos adequados que contribuem para a análise das interferências no sinal eletromagnético.

“A função do GEIV é monitorar, detectar, localizar e até mesmo identificar as fontes transmissoras de radiofrequência que estão interferindo no funcionamento regular dos auxílios à navegação aérea e nas frequências de comunicação do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro”, destacou o chefe da seção de radiomonitoragem do GEIV, Tenente Especialista em Comunicações Evandro Calixto Moreira da Cunha Simões.

As pesquisas podem ser efetuadas a partir da utilização de quatro tipos de estações. A mais comum é a estação embarcada em aeronave, onde é instalado um equipamento que opera em conjunto com o sistema de inspeção em voo. Também há a utilização da estação transportável, que é montada em um sítio específico e realiza gravações do local; a estação móvel, utilizada com o apoio de uma viatura; e a estação portátil, quando um operador carrega o equipamento para efetuar a pesquisa em campo.

“Todos esses equipamentos específicos da radiomonitoragem são utilizados pelo GEIV de acordo com a necessidade de cada missão, tendo em vista a eliminação das interferências que afetam os serviços aeronáuticos. Nosso objetivo final sempre será a garantia da segurança de voo em todo Brasil”, declarou o operador e instrutor de radiomonitoragem, Sargento Especialista em Eletrônica Brunno Assis Canes da Silva.

Assessoria de Comunicação Social do DECEA
Texto: Tenente Martorano
Imagens: Marcelo Alves


Assunto(s): GEIV PAME-RJ DECEA SISCEAB