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Fatores Humanos

O termo Fatores Humanos, no senso comum, muitas vezes é aplicado a qualquer fator relacionado somente aos seres humanos, sem levar em consideração suas interações. Para apresentarmos a área de Fatores Humanos, no contexto da segurança operacional, inicialmente é necessário definir o termo no âmbito ATC. Como norteadora de práticas aeronáuticas no mundo, a Organização de Aviação Civil Internacional (OACI), no DOC 4444 (Air Traffic Management),  define os princípios dos Fatores Humanos como sendo aqueles “aplicados ao design, certificação, treinamento, operação e manutenção de sistemas aeronáuticos, buscando uma interface segura entre o ser humano e os outros componentes do sistema, por meio da consideração apropriada do desempenho humano”. Nesse sentido, o termo desempenho humano é definido como as capacidades e limitações humanas que podem ter um impacto na eficiência das operações aeronáuticas e na segurança operacional.

No âmbito do DECEA, os Fatores Humanos interagem com as diversas interfaces necessárias, e a mais atuante é a psicológica. Os aspectos relacionados aos Fatores Humanos – Aspecto Psicológico – abrangem a aplicação dos conhecimentos de como o ser humano percebe, sensibiliza, aprende, compreende, interpreta, processa, recorda e usa as informações em sua atividade operacional, de controle do tráfego aéreo. Também observa por meio de suas ferramentas de pesquisa, a aplicação do conhecimento para que assim possa medir o desempenho humano e os seus efeitos no funcionamento de um sistema. Nesse sentido, o Fator Humano examina as diferentes formas de interação entre o ATCO e o Sistema ATM com o qual trabalha, e como podem afetar um ao outro. Além disso, contribui para identificar as principais influências em eventos relevantes, tanto os relativos à estrutura do Sistema ATM quanto às ações do controlador individualmente. Sendo, portanto, uma ferramenta imprescindível para a atuação em ações de prevenção da segurança operacional.

Sabe-se que o elemento humano é a parte mais flexível, adaptável e valiosa do sistema de aviação, mas é também a mais vulnerável às influências que podem afetar negativamente seu desempenho e a segurança das operações. A compreensão das capacidades e limitações humanas previsíveis e a aplicação desse conhecimento na rotina dos órgãos operacionais e nas decisões gerenciais são as principais contribuições dos Fatores Humanos ao SISCEAB. A atividade dos Psicólogos(as) Especialistas em Fatores Humanos no SISCEAB visa reforçar a interação humano-máquina-ambiente, predominantemente mediante a aplicação do conhecimento sobre as características do desempenho humano na composição do ambiente de trabalho operacional e na avaliação dos sistemas adotados, com relação ao efeito que estes têm sobre o trabalho do operador.

A DCA 351-2 “Concepção Operacional ATM Nacional” de 2011 do DECEA, aponta que os fatores humanos precisarão ser considerados desde a fase de concepção operacional, de maneira que o sistema a ser implementado capitalize as vantagens decorrentes da capacidade de intervenção humana e das tecnologias baseadas em altos níveis de automatização.

A aplicação do conhecimento a respeito dos Fatores Humanos vem se desenvolvendo com bastante sucesso no SISCEAB. Essa aplicação deve ser percebida como um produto fundamental e integrado às rotinas operacionais do DECEA, como recomenda a OACI, e não somente como um opcional positivo. Os conceitos dos Fatores Humanos devem ser considerados e envolvidos nas várias fases dos diversos projetos ATM o mais cedo possível, além de estar alinhados com os conceitos de segurança operacional.

Algumas atividades relacionadas aos Fatores Humanos – Aspecto Psicológico desenvolvidas pelos profissionais da psicologia do DECEA:

- ATIVIDADES DE PREVENÇÃO RELATIVAS AOS FATORES HUMANOS NO GERENCIAMENTO DA SEGURANÇA OPERACIONAL;
- PARTICIPAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DE FATORES HUMANOS NA CONCEPÇÃO DE NOVOS CONCEITOS;
- PESQUISA DE FATORES HUMANOS (PFH);
- PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO DAS HABILIDADES NÃO TÉCNICAS; entre outras.